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Ensino

Ensino é (deveria ser) troca de conhecimentos entre as pessoas. Na atual estrutura universitária, seu espaço privilegiado é garantido pela sala de aula e, subsidiariamente, por palestras. Esses dois modelos reproduzem relações de hierarquia, fazendo com que o aluno seja, regra geral, apenas um espectador passivo do processo de aprendizagem. O CCJ não constitui exceção nesse cenário. Os problemas pedagógicos, aliados a certo descaso por parte da maioria dos professores, tornam o curso de direito cada vez menos interessante. Tal situação é coroada por um pacto de mediocridade, em que estudantes e docentes se desresponsabilizam pela sala de aula, esvaziando esse espaço de sentido real e útil na formação profissional.

O fato de hoje o ensino e, principalmente, o ensino em sala de aula, ser preponderante em nossa formação na universidade faz com que esta seja a estrutura mais rígida e difícil de transformar. Justamente por sua centralidade, os problemas do ensino são os que mais afetam os estudantes, podendo constituir eixos ao redor dos quais seria possível uma mobilização que tivesse como horizonte a melhora do ensino e do curso em geral. De que forma isso aconteceria? Acreditamos que a revitalização do espaço da sala de aula e a valorização dos espaços extraclasse são imprescindíveis.

 

Propostas:

1-    Concurso de Professores:

Acompanharemos todos os concursos para contratação de novos professores. No entanto, o acompanhamento que propomos não se resume simplesmente a assistir às bancas e a twittar os “momentos mais emocionantes”, mas começa no mapeamento junto à Reitoria das vagas destinadas ao CCJ, passa pela elaboração dos editais e termina com um relatório detalhado sobre os concorrentes em cada concurso. Defendemos também a participação estudantil com voto nas bancas de concursos para novos docentes e nas comissões de estágio probatório dos contratados. Isso já é real em muitas universidades públicas do país.

2-    Monitorias- recuperar as bolsas desviadas:

Numa tentativa de integrar o ensino e a pesquisa, existem por toda a UFSC as bolsas de monitoria, que visam auxiliar os estudantes com dificuldade em alguma matéria. No entanto, aqui no CCJ, essas bolsas se encontram desviadas de sua finalidade prevista em lei, fornecendo mão-de-obra para cargos burocráticos a baixos custos. Assim, propomos que as bolsas de monitoria sejam utilizadas de modo a permitir o real aprimoramento da formação acadêmica do monitor e o efetivo auxílio aos estudantes nas matérias em que mais tenham dificuldade. Defendemos ainda que, a longo prazo, as monitorias adquiram caráter de grupos de estudos, proporcionando momento coletivo de aprofundamento aos estudantes que tenham maior afinidade com uma ou outra matéria.

 

3-    Grupos de estudo/pesquisa:

Faremos uma ampla divulgação dos grupos de estudo e de pesquisa existentes no CCJ. Como meio de fomentar a sua produção, criaremos aRevista Acadêmica do Curso, que terá seu primeiro número em homenagem aos 80 anos do Curso e do CAXIF e será um espaço aberto aos estudantes que desejem publicar seus trabalhos. Ver Comunicação > Imprensa.

 

4-    Palestras:

Diversificaremos a estrutura clássica das palestras em: oficinas, debates, conversas e palestras propriamente ditas.

a)    Oficina: espaço guiado de aprofundamento de debates, com a construção coletiva de concepções.

b)   Debate: espaço de discussão de temas variados, no qual algum convidado com certo acúmulo no tema falará por cerca de 30 minutos. O momento seguinte será destinado para comentários e perguntas do público.

c)    Conversas: será um espaço informal de discussão entre estudante-estudante e estudantes-palestrante. É um mecanismo para “aproveitar” mais não só um professor que o CA tenha convidado para vir até a UFSC, como também a prata da casa.

d)   Palestra: espaço para temas importantes do mundo jurídico, em relação aos quais os estudantes sintam necessidade de um contato maior. É o nosso modelo clássico de palestra.

Como forma de propagar o conhecimento gerado nesses espaços, propomos a divulgação na TV CAXIF (vide comunicação) dos vídeos produzidos nos eventos. Quando for possível, também divulgaremos o texto que o palestrante/convidado tenha produzido para o evento.

 

 

5-    Congresso de Direito da UFSC

Promoveremos a sétima edição do Congresso com duas novidades: ele será totalmente gratuito e em homenagem aos 80 anos do Curso e do CAXIF, com espaços alusivos a essa comemoração. A comissão organizadora do evento será montada no início da gestão e será aberta a todos os estudantes.

6-    Biblioteca Setorial

Horários exíguos e falta de servidores são problemas constantes na nossa Biblioteca, os quais podem ser resolvidos com a integração da Setorial ao Sistema BU. Dessa forma, teremos uma verba fixa anual para aquisição de novos livros e maior atualização do acervo.

a)    Listão: é fundamental para a atualização do acervo. Muito embora tenha sido feito na última gestão, os estudantes e os grupos de pesquisa não foram consultados para elaboração, o que é um equívoco. Além disso, o listão deve ser destinado também à Biblioteca Central, pois o CCJ tem direito a uma parte da verba destinada à compra de livros.

7-    Avaliação de Curso:

Construída coletivamente com representantes de turma e demais estudantes, deve ser um momento de identificação dos problemas e potencialidades do processo de ensino e de aprendizagem no nosso Curso. Tem como objetivo fornecer um mapa das dificuldades e expectativas dos estudantes e professores do CCJ.

Tal avaliação contará com várias etapas, qualitativas e quantitativas, como debates entre as turmas sobre seu espaço coletivo e momentos de avaliação individual, de modo que seja possível contemplar os mais variados âmbitos de nossa formação acadêmica e profissional.

Esse modelo nos permitirá avançar no debate sobre a realidade da sala de aula, da biblioteca e do estágio e tornar coletivas angústias que hoje ficam restritas a cada indivíduo ou a pequenos grupos. Será também um momento privilegiado de aglutinar e mobilizar os estudantes em torno dos temas mais centrais de sua formação e de pensar coletivamente alternativas sérias e viáveis para o nosso Curso, pois é no espaço público que conseguiremos encontrar as soluções possíveis para os problemas e pensar as perspectivas de uma formação melhor. Mas, caro eleitor, não faça confusão: o espaço público que nós reivindicamos não cabe num formulário on-line!

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